Verbas já foram liberadas

Edital para 1.496 vagas da PC CE segue em planejamento

Polícia Civil do Ceará (PC CE) já conta com R$ 4,5 mi para novos concursos este ano. Seleção já está confirmada para os cargos de delegado, escrivão e inspetor

Fernando Cezar Alves
Publicado em 14/01/2019, às 16h31

O atual contexto de crise pelo qual passa o setor de segurança no Ceará deve ser fator determinante para a celeridade na abertura do novo concurso público daPolícia Civil do Ceará (PC CE). A liberação do edital estava prevista para ocorrer em dezembro, de acordo com declaração do governador Camilo Santana na ocasião de autorização do certame, em 14 de agosto. De qualquer forma, mesmo com o atraso, o documento segue previsto para ser liberado em breve. Para isto, ainda é necessário definir a banca organizadora.     A seleção é aguardada desde 22 de fevereiro, quando anunciada pelo governador, durante entrevista no Programa Paulo Oliveira. Na ocasião,  adiantou que será para os cargos de delegado, escrivão e inspetor, mas não antecipou a oferta de vagas que serão oferecidas.   Posteriormente, confirmou que a seleção contará com uma oferta de 1.496 oportunidades. Porém, a distribuição por cargo ainda não foi anunciada.     
O primeiro passo para a seleção já havia acontecido janeiro de 2018, quando publicada, em diário oficial, a liberação de verbas complementares para a realização do novo certame. O documento determina um total de R$ 4,5 mi para a nova seleção. 
 

Último concurso da PC/CE

  O último concurso do órgão ocorreu em 2014. Na ocasião,  foi de 763 postos,  também para os cargos de delegado, escrivão e inspetor. Para todas as carreiras, para concorrer é necessário possuir formação de nível superior, além de carteira de habilitação ‘B” ou superior. As remunerações iniciais, na ocasião, foram de R$ 2.946,19 para inspetor e escrivão e R$ 14.592,39 para delegado, todos com jornada de trabalho de 40horas semanais. A banca organizadora foi a Fundação Vunesp.


Provas

Para inspetor e escrivão, a seleção contou com duas fases, com provas objetivas na primeira e curso de formação profissional na segunda. Somente para delegado, além destas etapas também foram aplicadas questões discursivas e análise de títulos. Na segunda, além do curso de formação, os participantes foram submetidos a sindicância de vida pregressa, prova prática de digitação (para escrivão), teste de capacidade física (para inspetor e delegado), avaliação psicológica, exame toxicológico e avaliação médica.

Para escrivão, a prova objetiva contou com oito questões de noções de informática, 12 de noções de direto constitucional, 14 de noções de direito penal e 12 de legislação penal extravagante.

Para inspetor, dez de língua portuguesa, oito de noções de informática, 12 de noções de direito constitucional, 12 de noções de direito administrativo, 14 de noções de direito penal, 12 de noções de direito processual penal e 12 de legislação penal extravagante.

Por fim, para delegado, dez de língua portuguesa, cinco de noções de administração pública, cinco de noções de informática, cinco de direito constitucional, seis de direito administrativo, seis de direito penal, 14 de direito processual penal, 12 de legislação penal extravagante, oito de medicina legal, cinco de direitos humanos, quatro de direito civil, quatro de direito processual civil, quatro de direito tributário, quatro de legislação ambiental, quatro de criminologia e  cinco de legislação especial, além de uma peça processual e duas questões discursivas.  

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