Concurso TRF 3 SP MS segue em processo de estudos

Novo concurso do Tribunal Regional Federal da 3ª já foi anunciado pela presidente do órgão, desembargadora Therezinha Cazerta. Expectativa de vagas para quem possui níveis médio e superior, com remunerações iniciais de até R$ 11,8 mil

JC Concursos - Fernando Cezar Alves - Informe o Erro
Publicado: 28/01/2019 - 11:33 | Atualizado: 30/01/2019 - 12:50

O aguardado novo concurso público do Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRF 3ª), que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, segue em fase de estudos internos, segundo as últimas informações obtidas junto ao setor de concursos para ingresso de servidores no órgão. De qualquer forma, embora ainda não exista uma previsão de quando o edital poderá ser efetivamente publicado, quem pretende ingressar no órgão já deve iniciar os estudos o quanto antes, uma vez que a seleção pode ser dada como certa para 2019.

O concurso foi confirmado, inclusive, pela presidente do órgão, desembargadora Therezinha Cazerta declarou, em 9 de novembro. Na ocasião, durante apresentação com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli,  disse que o projeto de reestruturação da primeira instância da Justiça Federal fará com que o órgão efetivamente necessite realizar  novo concurso para reposição de seu quadro de pessoal. "Temos uma carência grande de servidores, sem possiblidade de novas nomeações", disse. 

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Antes disso, em abril de 2018, a coordenadora da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do órgão, juíza Luciana Ortiz Tavares Costa Zanoni, antecipou que já estavam sendo feitos estudos preliminares, durante reunião com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Estado de São Paulo (Sintrajud). 

Na ocasião, a juíza adiantou que o TRF iria reservar de R$ 6 a R$ 8 milhões do orçamento para a realização do novo certame. “Há toda uma estratégia quem tem como prioridade a realização do concurso”, declarou a juíza. Durante a reunião, confirmou que o problema de déficit de pessoal se agravou em decorrência do aumento do número de aposentadorias, provocada pelas preocupações dos servidores com a Reforma da Previdência e com os efeitos da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou os orçamentos dos órgãos públicos por 20 anos. “Ainda que façamos economia em outras áreas, não podemos nomear servidores, salvo nos casos autorizados”, lembrou a juíza, mencionando as limitações impostas pela EC 95. “Ficamos de mãos amarradas. Assim como servidores, faltam juízes”, disse.

A intenção é de que os preparativos para a seleção sejam iniciados o quanto antes, uma vez que a validade da última grande seleção, iniciada em 2013, encerrou em 25 de abril de 2018. Depois disso, o órgão realizou outro concurso, em 2015, somente para algumas áreas específicas de técnicos e analistas.

Com isto, embora os cargos e vagas do novo certame ainda não estejam confirmadas, a tendência é de que sejam aproximadamente para as mesmas opções do concurso de 2013, para as carreiras de técnico e analista judiciário, destinadas, respectivamente, a quem possui níveis médio e superior. As três principais áreas, que tendem a ser oferecidas na próxima seleção, são as de técnico judiciário na área administrativa, que pede apenas ensino médio; analista judiciário na área administrativa, para quem possui formação de nível superior em qualquer área; e analista judiciário na área judiciária, para quem possui formação em direito.


As remunerações iniciais atualmente são de R$ 8.475,36 para os técnicos e R$ 13.339,30 para analistas, já considerando o auxílio-alimentação de R$ 884 por mês.

Último Concurso

No concurso de 2013 foram oferecidas 260 vagas, sendo 125 para analistas e 135 para técnicos. Do total, 195 foram para a região metropolitana de São Paulo, 50 para o interior e 15 para o Mato Grosso do Sul. A banca organizadora, na ocasião, foi a Fundação Carlos Chagas.

No caso de técnicos, a seleção foi para as áreas administrativa, administrativa – segurança e transporte,  telecomunicações e eletricidade, contabilidade, enfermagem, informática e segurança do trabalho.

Para os analistas, áreas judiciária, judiciária oficial de justiça avaliador federal, arquivologia, biblioteconomia, contador, engenharia civil, engenharia mecânica, informática, informática – banco de dados, informática –infraestrutura, medicina – cardiologia, medicina – ortopedia,  medicina – psiquiatria, psicologia do trabalho e serviço social.

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