Tribunal Regional Federal (SP e MS)

Concurso TRF 3: presidente do órgão faz declaração sobre novo certame

Novo concurso TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) já foi anunciado pela presidente do órgão, desembargadora Therezinha Cazerta. Expectativa de vagas para níveis médio e superior, com iniciais de até R$ 11,8 mil

Fernando Cezar Alves
Publicado em 17/06/2019, às 13h49 - Atualizado em 02/07/2019, às 15h43

Sede do Tribunal Regional da 3ª Região
Divulgação

O aguardado concurso TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª região) para o ano de 2019, que engloba os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, segue em fase de estudos. A presidente do órgão, desembargadora Therezinha Cazerta, voltou a dar declarações sobre o certame durante a 189 sessão ordinária do conselho de administração, ocorrida no último dia 28 de junho, com ata publicada no diário da justiça eletrônico desta segunda-feira, 1 de julho. Durante a sessão, a desembargadora confirmou que o certame continua em estudos, mas "as contenções orçamentárias dificultam sua realização, pois o custo respectivo é da ordem de R$ 8 milhões", quando questionada pelo desembargador Mairan Maia. A presidente explicou que o total arrecadado com as inscrições já não é mais suficiente para cubrir os custos, como ocorria antigamente. De qualquer forma, ressaltou que a seleção continua em estudos e se faz necessária, de forma que deve se concretizar assim que superadas as dificuldades de ordem financeira.  

De acordo com as últimas informações obtidas junto ao setor de seleção de pessoal, apesar da intenção, ainda não há uma definição de quando o edital poderá ser publicado. Ainda assim, cabe aos interessados antecipar os estudos desde já, uma vez que, eventualmente, o concurso deverá ocorrer. Novas informações serão divulgadas pelo JC concursos, assim que definidas pelo órgão.   

O concurso TRF 3 já havia sido anunciado pela presidente do órgão em novembro, durante apresentação com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, quando disse que o projeto de reestruturação da primeira instância da Justiça Federal fará com que o órgão efetivamente necessite realizar  novo concursopara reposição de seu quadro de pessoal. "Temos uma carência grande de servidores, sem possiblidade de novas nomeações", disse. 

• CURSO TÉCNICO E ANALISTA JUDICIÁRIO

Antes disso, em abril do mesmo ano, a coordenadora da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do órgão, juíza Luciana Ortiz Tavares Costa Zanoni, antecipou que já estavam sendo feitos estudos preliminares, durante reunião com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Estado de São Paulo (Sintrajud). 

Na ocasião, a juíza confirmou que o problema de déficit de pessoal se agravou em decorrência do aumento do número de aposentadorias, provocada pelas preocupações dos servidores com a Reforma da Previdência e com os efeitos da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou os orçamentos dos órgãos públicos por 20 anos. “Ainda que façamos economia em outras áreas, não podemos nomear servidores, salvo nos casos autorizados”, lembrou a juíza, mencionando as limitações impostas pela EC 95. “Ficamos de mãos amarradas. Assim como servidores, faltam juízes”, disse.

O órgão confirma que conta com autorização do Conselho Federal de Justiça (CFJ) para o preenchimento de 69 vagas, no sentido de repor aposentadorias de servidores. Mas ainda não está copnfirmado as oportunidades serão para juízes ou para técnicos e analistas.

A intenção é de que os preparativos para a seleção sejam iniciados o quanto antes, uma vez que a validade da última grande seleção, iniciada em 2013, encerrou em 25 de abril de 2018. Depois disso, o órgão realizou outro concurso, em 2015, somente para algumas áreas específicas de técnicos e analistas.

Com isto, embora os cargos e vagas do novo concurso ainda não estejam confirmadas, a tendência é de que sejam aproximadamente para as mesmas opções do concurso TRF 3ª de 2013, para as carreiras de técnico e analista judiciário, destinadas, respectivamente, a quem possui níveis médio e superior. As três principais áreas, que tendem a ser oferecidas na próxima seleção, são as de técnico judiciário na área administrativa, que pede apenas ensino médio; analista judiciário na área administrativa, para quem possui formação de nível superior em qualquer área; e analista judiciário na área judiciária, para quem possui formação em direito.

As remunerações iniciais atualmente são de R$ 8.475,36 para os técnicos e R$ 13.339,30 para analistas, já considerando o auxílio-alimentação de R$ 884 por mês.

Saiba como foi o  último concurso TRF 3

No concurso do TRF 3ª de 2013 foram oferecidas 260 vagas, sendo 125 para analistas e 135 para técnicos. Do total, 195 foram para a região metropolitana de São Paulo, 50 para o interior e 15 para o Mato Grosso do Sul. A banca organizadora, na ocasião, foi a Fundação Carlos Chagas.

No caso de técnicos, a seleção foi para as áreas administrativa, administrativa – segurança e transporte,  telecomunicações e eletricidade, contabilidade, enfermagem, informática e segurança do trabalho.

Para os analistas, áreas judiciária, judiciária oficial de justiça avaliador federal, arquivologia, biblioteconomia, contador, engenharia civil, engenharia mecânica, informática, informática – banco de dados, informática –infraestrutura, medicina – cardiologia, medicina – ortopedia,  medicina – psiquiatria, psicologia do trabalho e serviço social.

Prova anterior TRF 3

Para auxiliar nos estudos, o JC Concursos liberou as provas anteriores do órgão, além dos gabaritos para consulta das questões aplicadas para os cargos de técnico e analista. É importante avaliar se a organizadora será a mesma para o novo concurso TRF 3 SP e MS, direcionando a preparação para o estilo da banca.

Acompanhe os detalhes do concurso TRF3 2019.

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